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Pensamentos Nómadas

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Os golpistas turcos, os bárbaros gregos e os angélicos europeus - PARTE 2/3, por Luís Garcia

 

 

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Luís Garcia POLITICA   

Angélicos europeus

 

Sim, ontem não respeitei a ordem do título, tendo começado com os gregos em primeiro, e vou continuar a desrespeitar, deixando os turcos para o fim, já que, segundo a sabedoria popular, "os últimos são os primeiros", ou não. Vamos lá então aos europeus, habitantes dessas terras de pazes perpétuas cheias de sangue, racismo, caças de guerra que despejam bombas sobre árabes e, claro está, humanismo cruzado com demagogia e ignorância até mais não!

 

Tadinhos dos 8 turcos

 

Aos humanistas europeus e aos europeus em geral, sobretudo aqueles que nunca sabem o que se passa e o que se faz com os impostos europeus "lá fora", pergunto-vos escandalizado: Por que raio se preocupam tanto com a hipotética extradição de militares turcos pela Grécia? Ou, se preferirem, por que raio não se interessam por mais nada, como por exemplo, toda a merda que se passa na Turquia desde há vários anos? Para não andar sempre a dizer o mesmo, transcrevo parte do meu artigo Desespero mediático 2 - Turquia para aqui:

 

Durante anos refugiados sírios na Turquia foram tratados abaixo de merda enquanto que uma boa parte dos homens era obrigada a juntar-se aos grupos terroristas anti-Síria treinados em bases militares turcas como as de Karaman, Osmaniye e Sanliurfa, e enquanto uma boa parte das mulheres e meninas sírias eram vendidas como mercadoria a bárbaros dos estados árabes nossos aliados.

A crise de refugiados, do ano passado, a caminho da Europa só começou quando a Turquia deixou de os armazenar em campos de concentração e despachou-os a pontapé para as bordas do mar Egeu e da fronteira com a Grécia e a Bulgária. O próprio Erdogan afirmou há semanas, qual mafioso extorquindo suas vítimas, que se a Europa não lhes der mais dinheiro, mais refugiados serão empurrados para a fronteira Turquia-UE! Não ouviu falar desta afirmação tresloucada nos seus media predilectos? Não, não foi por acaso que não ouviu nada!

Assim que a Turquia foi aceite dentro da Coligação Ocidental anti-ISIS (parece uma piada mas não é), a primeira decisão militar que tomou foi bombardear cidades turcas habitadas por curdos, sobretudo aquelas (basta fazer um cruzamento de dados para se aperceber de tal) nas quais o partido curdo tinha ganho mais votos nas últimas eleições legais que deixou o país num impasse. Houve uma outra eleição depois, na qual esses mesmos curdos foram impedidos de participar e da qual saiu vencedor (da enorme farsa eleitoral) o inevitável Erdogan!

Com o golpe de estado concretizado e a população curda sendo massacrada dentro da Turquia, o exército turco lembrou-se de invadir o norte do Iraque com equipamento pesado e 1500 homens, por muito que o governo de Bagdad tenha insistido que tal se tratava (obviamente) de um acto de agressão turco. Algum jornalista fez esta reflexão nos media nacionais? Duvido!

 

Quando nesse artigo falava de golpe de estado, referia-me ao golpe de Erdogan contra a democracia turca, pois é impensável falar de eleições democráticas e livres quando se prende dezenas de membros do principal partido da oposição, e se cerca militarmente cidades onde habitam milhões de apoiantes desse partido (curdo), impossibilitados portanto de votar. Assim é fácil de ganhar eleições (não democráticas). E quanto ao humanismo europeu, por onde andava quando em vez de ir votar, o povo curdo era bombardeado nas suas casas na Turquia? Insisto, neste momento a Turquia conta com centenas de milhares de refugiados internos e milhares de mortos e desaparecidos, sobretudo devido aos cercos a cidades e regiões curdas inteiras às quais as autoridades turcas cortam o acesso a água, electricidade e comida durante semanas, e devido à guerra aberta contra as populações civis curdas e à sua organização de resistência (PKK). Como ninguém, por entre os humanistas europeus, lamenta toda esta barbárie?

 

E que dizer dos refugiados sírios que o governo de Erdogan empurrou para a Europa em 2015, depois de anos a escravizá-los, a vendê-los como gado e a treiná-los à força em campos terroristas na Turquia? Pior, que dizer do facto de nós humanistas europeus pagarmos a Erdogan 3.000 milhões de euros por ano pela deportação de refugiados de volta para a Turquia, onde serão de novo escravizados, onde meninas serão de novo vendidas em praças a trogloditas sauditas e onde homens e crianças serão de novo obrigados a tornar-se em sanguinários mercenários ao serviço do terrorismo do Império? Então pode-se deportar de toda a Europa, em total tranquilidade, refugiados que voltam para a Turquia para sofrerem tão horrível destino, e a Grécia não deve deportar 8 militares turcos porque talvez um dia o Erdoganistão volte a ter (ou não) a pena de morte? Como assim caros humanistas?

 

E aí está, possível pena de morte na mesma Turquia de Erdogan que recebe dos nossos impostos 3.000 milhões ano! Como podemos fechar os olhos a tudo e pagar com o nosso dinheiro a perpetuação deste estado bárbaro? Como podemos (em censura aos golpistas) exigir o respeito pela soberania deste estado turco terrorista, e mandar passear a soberania da Ucrânia em 2014 ou da Síria até hoje? Como se pode ao mesmo tempo celebrar o falhanço do golpe de estado e ao mesmo tempo criticar o possível retorno da pena de morte por decisão pessoal de um gajo não eleito democraticamente? Seja quem for que decida na Grécia, tem de deportar os militares turcos o mais cedo possível, pela paz na Grécia. Se depois voltar a pena de morte à Turquia, epá, caros humanistas europeus que engoliram à bruta a treta do EuroMaidan de Kiev, façam a porra de um TurcoMaidan, como adoram fazer, mas não venham culpar a Grécia pelo barbarismo turco patrocinado pelos nossos grandes estados europeus terroristas (como a França cuja força aérea ainda ontem matou mais de 140 civis na Síria com os seus bombardeamentos ilegais)! Mas ou se é pró-TurcoMaidan, ou pró-soberania da piça do estado turco, não há como apoiar os 2 ao mesmo tempo malta!

 

 

Dois pesos duas medidas 

 

Em 2011, dias depois da Assad assinar com o Irão e a Rússia a construção de um gasoduto a ser construído na Síria (ler o livro Guerra e globalização) contra a vontade dos EUA, Arábia Saudita, Qatar e Bahrein, países que também planeavam por lá criar um outro gasoduto concorrente, puta da "coincidência", rebentaram os famosos protestos do povo sírio e a consequente repressão policial. Onde é que já vimos esta receita? Virtualmente em todo o lado que interessa ao Império! Repressão policial da grande é coisa que não falta neste mundo, sobretudo na EUA e França, mesmo contra os mais pacificos protestantes do planeta.

 

Mas fazer o quê, parece que uns (Síria de Assad) não podem reprimir revoltas, por mais que tenham sido fabricadas por NED, USAID, Gladio e outras máfias made in USA, enquanto outros (Turquia de Erdogan) já podem, já podem reprimir tudo e mais alguma coisa: estudantes, professores, policias, militares, deputados, jornalistas, televisões, inspectores de alfândega, comunistas, curdos, arménios, alevitas, tudo e mais alguma coisa, que nós, europeus humanistas-zombies, perdoamos tudo, e não nos metemos para aí a desrespeitar a soberania e integridade do estado turco! PKP! Mesmo sabendo que provavelmente quem terá criado o golpe falhado na Turquia terão sido os mesmos NED, Gladio (Grey Wolf, secção turca do Gladio) e companhia, e que quem paga a conta da osadia do Império são os povos que compõem a Turquia... Ah, humanismo europeu, tão hipócrita, tão incoerente, tão absurdo! E tão ignorante que engole todas as tretas que as suas elites políticas lhe impinge, como EuroMaidan, I Am an Ukranian e merdas do género! Enfim, na Turquia deixam passar tudo e não exigem uma treta de um Exército de Libertação Turca!?! PKP!

 

 

 

Mas na Síria não, para a Síria os europeus ajudaram a trazer, sobre ordens do império, mais de 200.000 mil mercenários de 130 países, organizações terroristas made in USA antigas e outras novas, armamento pesado, guerra química, caos, horror, miséria, destruição, pilhagem, escravatura.... em resumo, o inferno na terra para aqueles que vivem em territórios não controlados por Assad. Sim não controlados, pois nos controlados, nesses, apesar de continuar a haver atentados terroristas levados a cabo por terroristas que apoiamos, financiamos e treinamos, a vida segue com a tranquilidade possível:

 

 

 

Tudo se fez na Síria nos últimos 5 anos e nunca ninguém nos nossos media beija-cus do Império se lembrou de falar da soberania do estado sírio, governado ou não por um ditador, e insisto neste ponto, pois nós europeus apoiamos muitas ditaduras sangrentas como a Arábia Saudita ou a Turquia, sim Turquia, e depois, vimos com a desculpa de repressão de protestos da ditadura síria como razão obscena para legitimar a completa destruição desse estado, aí está, supostamente soberano! Ou não? A Síria não é um estado soberano? Não tem direito a viver em paz com um ditador como tantos outros países aliados dos EUA? Não, parece que não...  Mas há um golpe falhado na Turquia? Aí Jasuz Credo que tem de se respeitar a soberania dos estados, tem de se respeitar a soberania do governo turco e a integridade do estado turco, e portanto felicitar a sobrevivência do terrorista, invasor e criminoso regime não-democrático turco! A sério?  

 

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E por falar em ditadura, falemos também em democracia: que falar das eleições de 2014 na Síria ganhas por Assad com mais de 2/3 dos votos? Então, e na Síria, não se respeita a vontade do povo porquê? Não se fala de soberania porquê? Onde anda o direito internacional? A integridade do estado sírio? Ahhhh, cambada de falsos europeus uns, e ovelhadas europeias outros. E não me venham dizer que não se podem realizar eleições num país em guerra, pois foi em guerra civil e com a oposição curda presa e/ou bombardeada que Erdogan ganhou as últimas e fraudulentas eleições na Turquia! Não sou só eu que o diz, são também os desconfiados observadores internacionais que foram escandalosamente impedidos de monitorizar as ditas eleições! E se assim é, para que tanto vómito-discurso felicitando a sobrevivência do "democrático" estado turco?  

 

Para quem não sabe, as eleições na Síria de 2014, apesar de se terem realizado em menos de metade do território do país, nelas participaram mais de 90% dos cidadãos sírios, houve observadores internacionais (na Síria sim!) que não encontraram violações por parte do governo de Assad. A única crítica foi a de não se ter realizado as eleições em toda a Síria, mas fazer o quê, quando os outros 10% vivem em territórios controlados por ISIS, AlQaeda, Frente Islâmica, Exército de Libertação Sírio e companhia? É culpa de Assad que haja na Síria tanta organização terrorista criada pelos EUA e aliados? Não, não e não! Outro lugar onde não puderam votar os sírios foi na Embaixada da Síria em Paris, visto que o Estado Autoritário-Policial Francês impossibilitou, de forma completamente ilegal, a entrada de sírios na embaixada síria durante o dia de eleições, recorrendo para o efeito, à força física dos seus polícias! Depois falem-me de Assad....

 

É mais do que óbvio que não faz sentido nenhum a elite política europeia chamar "democraticamente eleito" ao regime de Erdogan, assim com são falsas as suas acusações de falta de democracia na Síria, acusações vindas de (alguns) países europeus e de uma UE que pouco ou nada fazem de democrático. É mais do que óbvio que o apoio à brutal Arábia Saudita e à terrorista Turquia, e os ataques à Síria de Erdogan e à Ucrânia de Yanukovich nada têm a ver com democracia, liberdade, ou direitos humanos. Os povos europeus andam a ser embalados há muito com venenosos pseudo humanismos, e já é hora de acordar!

 

 

Redireccionar o humanismo europeu

 

Anteontem soubemos que um menino palestiniano de 11 anos, refugiado, foi degolado no norte de Aleppo por membros do Exército de Libertação Sírio (ELS)! Se alguém que não está chocado com a notícia sou eu, farto de ver factos similares que demonstram que o ELS não é um exército, antes um bando de mercenários e criminosos, não liberta coisa nenhuma (que óbvio orwellianismo!) e não é sírio, visto que muitos da minúscula percentagem de membros sírios foram integrados à força (em campos de treinos no leste da Turquia ou raptados na Síria e chantageados com a morte de famiiares, para dar 2 exemplos comuns)! Só se espanta quem engole as tretas da TV sobre barris de bombas de Assad e ataques químicos de Assad, e que não dorme com medo dos mísseis que a Coreia do Norte lança sobre a Coreia do Norte! Mééééé!

 

 

A notícia é chocante pela idade da vítima, concordo, mas deve ser sobretudo uma machadada no humanismo europeu ignorante da treta, que não sabe que ELS, AlQaeda e Frente Islâmica são tudo a mesma coisa, e são todos criações dos EUA e seus vassalos europeus:

  

Mas fazer o quê, a ovelhada engole tudo: os políticos europeus chamam-nos de "moderados" enquanto lhes fornecem milhões de dólares, equipamento bélico e treino militar. A CNN diz que a decapitação foi um engano (ler Rebels in Syria call boy's beheading a 'mistake'), o porta-voz do Pentágono fala de "incidente" (mas quando um afegão esfaqueia alemães num comboio já é "terrorismo"), os media europeus chamam eufemisticamente o rapaz degolado de "militante pró-Assad", e pronto, está tudo bem. Moderados Libertadores da Síria até já podem cortar cabeças de crianças, e filmar, e partilhar nas redes sociais, tudo bem, desde que a vítima seja um apoiante do "sanguinário" Assad! Tamanha parvalheira! Fico a pensar então é no real significado de sanguinário, o cognome mais vezes atribuído a Assad na estúpida imprensa ocidental. É-se sanguinário por derramar sangue de apoiantes de Assad (e de outros), ou é-se sanguinário por se ter nascido com o apelido Assad no nome? Ahhhh, orwellianismos a mais!

 

 

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E sim, para a ovelhada teleguiada Assad é que é sanguinário, o Assad é que teria (mentira comprovada) chacinado com gás crianças palestinianas, tudo tretas para telespectadores zombies que não reparam nem nunca repararão que palestinianos do Ézbolá, voluntários, morrem todos os dias na Síria combatendo lado a lado com as tropas de Assad pela libertação da Síria, contra os terroristas que nós humanistas europeus patrocinamos e chamamos de moderados como o ELS que ontem decapitou a criança palestiniana! Incoerências? Não, que ideia!

 

 

Precisa portanto urgentemente de um reset o humanismo europeu! Deixai lá os gregos em paz! Os 8 militares turcos não podem ser a prioridade do moribundo humanismo europeu!

 

 O povo turco veio à rua? Ora essa!

 

Voltando à Turquia e à carga aos angélicos europeus, como mete dó os ver, manietados até à exaustão pelos estupidificantes media mainstream, chorar de alegria empática para com O Povo turco que salvou a democracia turca! Mas qual povo turco, qual quê!?! Mas qual democracia!?! Está tudo drogado? O único golpe de estado contra uma democracia parado pelo povo aconteceu na Venezuela a 12 de Abril de 2002, quando um terço da população do país se deslocou até às ruas de Caracas ecoando cânticos pacíficos ao ritmo de tampas batendo em tachos, mas desse não nos contaram nada os não-jornalistas europeus, portanto agora é risível vê-los vomitar propaganda pró-Erdogan feitos bestas...

 

 

O regime não foi salvo pelo povo, foi salvo por militares pró Erdogan que venceram os militares pró-EUA/Israel. Senão, expliquem-me por que razão a base militar de Incirlig, onde os EUA guardam mísseis nucleares apontados à Rússia e de onde partem os caças norte-americanos para as suas ilegais e terroristas missões na Síria, foi fechada pelo governo turco, o qual também achou por bem cortar-lhes a electricidade e fechar o espaço aéreo da base!?! Ou, por que raio os pilotos turcos que, a mando dos EUA abateram há meses atrás o avião militar russo, se encontram também detidos pelo regime de Erdogan!?! E onde é que o povo turco entra ou cabe neste jogo de poderes? 

 

 

O povo tem medo, e não sai de casa, o povo comunista, o povo socialista, o povo ateu, os alevitas, os arménios, os curdos, os milhões de turcos que anseiam por viver num pais moderno pacífico civilizado... esses não festejam a continuidade do regime déspota que os subjuga pela força e pelo medo! O que o lixo televisivo e jornalístico português mostrou no dia do golpe falhado foi gente bárbara, infelizmente indoutrinada a obedecer e louvar um estado terrorista, gente capaz de degolar inclusive turcos como se viu, gente que não esconde o seu apoio ao terrorismo turco praticado na Síria!

 

Há meses atrás houve um grande protesto com dezenas de milhares de turcos em Ancara que exigiam o fim do terror de estado da Turquia imposto ao "vizinho e irmão povo sírio", como se podia ler nos cartazes. Esta manifestação, pelo que conheço da bondade e hospitalidade das gentes da Turquia, é bem mais representativa dos povos que constituem a nação turca que os poucos milhares de fanáticos pró-Erdogan e pró-barbárie tão televisados, mas dessa manifestação pouco ou nada se disse nos media portugueses! Quem festeja são trogloditas que não hesitaram em degolar na ponte principal de Istambul jovens soldados turcos que apenas cumpriam ordens superiores. Quem festeja são trogloditas que nem vergonha têm de mostrar o seu apoio ao terrorista Exército de Libertação Sírio na praça de Taksim em Istambul, como a foto abaixo comprova!  O tempo vai passando e quase todas as mentiras que os nossos media e os nossos especialistas vendidos nos contavam vão se desmontando de forma espontânea! É de um simbolismo enorme ver-se festejar a permanência do regime de Erdogan com a bandeira que hoje é de uma organização terrorista patrocinada pela Turquia e pela França, e que um dia foi a bandeira que os ocupantes franceses escolheram para a sua colónia chamada Síria! Pensem nisto...

 

Turcos pró-Erdogan festejando o falhanço do golpe de estado em Taksim, Istambul, com a bandeira turca e a bandeira colonial francesa da Síria que actualmente é utilizada como bandeira do a organização terrorista Exército de Libertação Sírio 

 

Regimes fracos, regimes fortes

 

Para acabar, por hoje, só uma piada de mau gosto: Este golpe, mesmo que falhado só serviu para mostrar quão fraco é o regime turco. A Síria depois de 5 anos de guerra contra dezenas de países donos do mundo, perdendo 100.000 militares, 300.000 civis, quase toda a infra-estrutura e indústria destruída, produção energética arrasada e milhões de sírios que fugiram do país, ainda assim mantém-se firme e de pé. A Turquia de Erdogan quase caiu com umas dezenas de militares golpistas. A Turquia de Erdogan treme por todos os lados e está prestes a cair. Não pode durar muito mais um regime que está em guerra civil com uma minoria curda de 15 milhões, que patrocina o terrorismo internacional, que destrói os seus vizinhos e que, muito importante, a nível interno destrói a ritmo acelerado o estado moderno laico turco, o que leva milhões de turcos a prepararem-se para mandar abaixo esta tremenda palhaçada de regime!

 

E mais, fica provado que é possível ser mais seguro para o governo de um país não se submeter aos caprichos do Império (Síria), que escancarar as portas e as pernas aos donos do Império (Turquia), cientes que no dia em que os donos do Império, por capricho ou com acerto, se enjoarem dos governantes do seu submisso estado vassalo, pelo facto desse vassalo estar minado de militares e de serviços secretos do Império até mais não, a qualquer momento o estado vassalo pode ser desmoronado a partir do interior a mando dos senhores do Império! Capitché!   

 

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Continua...

 

(Leia aqui a parte 1)

(Leia aqui a parte 3)

 

 

Luís Garcia, 21.07.2016, Chengdu, China

FONTES:

- Guerra e globalização, Michel Chossudovsky, Editora Expressão Popular, 2004 (em PDF)

Acts of War: U.S., French airstrikes kill 140 civilians in Syria

‘Bloody massacres’: Syria appeals to UN after French & US airstrikes ‘kill over 140 civilians’

US Hypocrisy: Turkey Allowed to Crack Down on Uprising but Syria Can’t

Rebels in Syria call boy's beheading a 'mistake'

Desespero mediático 2 - Turquia (Pensamentos Nómadas)

- Crise de refugiados sírios. A sério? (PARTE 1/2) (Pensamentos Nómadas)

- Crise de refugiados sírios. A sério? (PARTE 2/2) (Pensamentos Nómadas)

Putin, o mestre da diplomacia xadrez (Pensamentos Nómadas)

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