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O deus dos judeus ordena-lhes 7 holocaustos, por Luís Garcia

 

 

Abraão NAZI 

 

RELIGIÃO POLITICA Luís Garcia

 

No início do segundo milénio antes de cristo Jeová, o deus do Antigo Testamento, retira Abraão e a sua família da cidade de Ur, na baixa Mesopotâmia, e dá-lhes de presente uma terra “onde corre leite e mel”, a lendária Canaã (Palestina).

 

Tudo deveria ter corrido bem no processo de povoamento hebraico dessas terras, caso o deus deste povo não tivesse esquecido um pequeno-grandíssimo detalhe: Canaã já era habitada, e não por meia dúzia de pessoas, aldeias ou cidades, mas sim por… outras 7 distintas nações! 

 

Que fazer então? Pedir a deus que escolha uma outra zona do planeta menos populada? Mandá-lo passear e ir procurar autonomamente? Voltar atrás e retomar a condição de povo escravo? Qual quê, deus, imbuído da sua lendária omnibrutalência,decidiu-se pelo mais natural dentro da tradição judaica: o genocídio, seguido do vandalismo. A solução do deus dos Judeus foi então a de massacrar por completo os 7 povos autóctones e destruir as provas históricas e culturais da sua existência e permanência na Palestina! Cuidado, o plano é de um verdadeiro profissional!

 

 

 

Leiamos a palavra de deus (na versão católica da bíblia):

 

1«Quando o SENHOR, teu Deus, te tiver introduzido na terra da qual vais tomar posse, e tiver desalojado diante de ti povos numerosos: o hitita, o guirgaseu, o amorreu, o cananeu, o perizeu, o heveu e o jebuseu, sete povos maiores e mais poderosos do que tu; 2quando o SENHOR, teu Deus, tos tiver entregado e tu os tiveres vencido, então, votá-los-ás à destruição.

Não farás nenhum pacto com eles nem terás pena deles. 3Não farás alianças de casamento com nenhum deles; não darás a tua filha ao seu filho, nem desposarás a sua filha com o teu filho. 4Isso desviaria o teu filho de mim, eles adorariam deuses estranhos e a cólera do SENHOR inflamar-se-ia contra vós e vos exterminaria rapidamente.

5Pelo contrário, procedereis assim com eles: destruireis os seus altares, quebrareis os seus monumentos, cortareis os seus postes sagrados e queimareis no fogo os seus ídolos. 6Tu és um povo consagrado ao SENHOR, teu Deus. Na verdade, o SENHOR, teu Deus, escolheu-te para seres para Ele um povo particular entre todos os povos que há sobre a face da terra.»

7«Não foi por serdes mais numerosos que outros povos que o SENHOR se agradou de vós e vos escolheu; vós até éreis o mais pequeno de todos os povos. 8Porque o SENHOR vos ama e é fiel ao juramento que fez a vossos pais, por isso, é que, com mão forte, vos tirou e vos salvou da casa da servidão, da mão do faraó, rei do Egipto.

9Reconhece, pois, que o SENHOR, teu Deus, é que é Deus, o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade para com os que o amam e observam os seus mandamentos até à milésima geração. 10Ele castiga, porém, a cada um dos seus inimigos, fazendo-os perecer; não tardará em dar castigo a cada um dos que o odeiam.

(Deuterónimo 7: 1-10)

 

Para o comum desconhecedor destes temas (por exemplo, a esmagadora maioria dos católicos), será uma revelação chocante da maldade divina. Para o resto da malta, mais do mesmo. É apenas um excerto lógico que mostra bem que o deus bíblico, Jeová, é um deus de um povo, o povo judeu, um deus inventado pelo povo judeu e para o povo judeu, tal como outros povos inventaram outros deuses com exclusividade de culto e protecção divina. Este deus judeu faz a apologia do genocídio aos povos não-judeus, pois claro – até se entende dentro do contexto -, mas como pode ser este deus de um povo só, ser hoje seguido por mais de 1 bilião de pessoas no planeta inteiro? Como pode um deus judeu que incentiva o povo judeu a cometer limpeza étnica neste planeta, ser ao mesmo tempo um deus seguido e louvado por uma imensidão de gentes das mais diversas etnias espalhadas pelo quatro cantos do mundo? Porquê? Sim, historicamente porque um dia o Cristianismo passou a religião de estado por decreto do imperador romano. Sim, historicamente porque portugueses (e outros) evangelizaram o resto do planeta com a chantagem da espada, da fome e da escravidão. Sem dúvida. Mas também porque esse bilião de supostos católicos de hoje não lê a bíblia, não sabe nem quer saber a história da sua religião, não sabe e tem raiva de quem queira saber a história deste bárbaro deus judeu…

 

Ódio, violência, morte, barbárie, pilhagem, destruição! “Sem piedade”! Genocídio de 7 povos que nada de mal tinham feito contra os judeus ou o seu deus, mas que apenas viviam nas terras por Jeová prometidas aos judeus, ou melhor, prometidas a si mesmos aos judeus que inventaram a justificação divina chamada Jeová… que justificaria a posterior tomada pela força. 1+1=2.

 

Para os mais atento em política externa, a leitura desta passagem bíblica deve soar a dejà vu, não? Já foi e ainda é visto hoje com frequência. Falo da ocupação militar da Palestina e do regime de apartheid ao qual os habitantes de Gaza e Cisjordânia são submetidos pelo poder israelita. Numa primeira observação, o que se passa hoje em Gaza e na Cisjordânia poderá parecer uma réplica exacta do que se passou à milhares de anos com os 7 povos mencionados no excerto bíblico. É muitíssimo parecido, sem dúvida, mas há uma ligeira diferença:

 

O holocausto dos 7 antigos povos e a consequente primeira ocupação da Palestina por colonos hebreus foi ordenada e justificada directamente pelo deus judeu, em conversa com um representante do povo judeu. Não houve portanto recurso a documentos religiosos anteriores aos actos de destruição, pilhagem e genocídio.

 

O holocausto actual do povo palestiniano é justificado (por parte do poder político israelita e pelos colonos judeus radicais ultra-ortodoxos) com uma insustentável argumentação histórico-religiosa que se baseia no testemunho dos antigos documentos religiosos judeus como prova conclusiva da pertença da Palestina aos seguidores da fé judaica. Como assim? Sim, sim, é mesmo assim. Há neste mundo quem se dê ao luxo de invadir a terra de outrem argumentando que o deu que os seus avós inventaram lhes havia oferecido essa terra, e que a prova se encontra nos textos escritos por esses mesmos avós! É a triste realidade actual. 

 

Contudo, se por uns instantes decidirmos aceitar esta perniciosa lógica sionista e aceitarmos como provas válidas para a reclamação de terras uns antiquíssimos escritos religiosos hebraicos, neste caso, poderemos seguir uma conclusão inesperadamente oposta à do poder sionista. Basta reler a passagem bíblica acima citada. Tomando escritos religiosos cristãos (Antigo Testamento) como prova válida em tribunal, os defensores da causa palestiniana podem simplesmente argumentar que a Palestina não pertence historicamente aos judeus, uma vez que estes tiveram de cometer o holocausto de 7 povos da antiguidade de forma a poderem tomar pela primeira vez posse dessas malditas terras!

 

Se me vierem dizer que a Bíblia não é um documento válido para servir de prova, respondo que sim, concordo que não é. Nem a Bíblia nem nenhum outro. Daí que não haja argumento nenhum a favor da ocupação da Palestina por parte do poder sionista e dos seus amestrados colonos ultra-ortodoxos. Aliás, há. O argumento da ânsia do poder, da prevalência (biológica ou não) do mais forte sobre o mais fraco… Mas seguirmos por esse caminho, vamo-nos encontrar, mais cedo ou mais tarde… a legitimar o holocausto judeu supostamente pretendido por Hitler e que supostamente ter-se-á tentado realizar durante o regime Nazi do Terceiro Reich… Boa sorte por esses perniciosos caminhos…

 

Uma última suposição: Hitler quis de facto eliminar TODOS os judeus da face da terra. Embora confrontado com a falta de imaginação de Hitler e furioso por este não ter pago as devidas royalties pelo uso de propriedade intelectual alheia… terá o deus judeu – criador patenteado do “holocausto” – sentido empatia pela pessoa ou, pelo menos, pelas ideias de Adolf Hitler?

Luís Garcia, 16.08.2015, Lampang, Tailândia

 

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