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Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

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Do Montenegro à Sérvia, por Luís Garcia

 

 

DOS BALCÃS AO CÁUCASO – EPISÓDIO 3 

de Montenegro à Sérvia

 

bw VIAGENS Luís Garcia

Estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem... aonde não estou. (Estou Além, António Variações)

 

07.06.2014, Montenegro & Sérvia - O terceiro dia de viagem começou bem cedo, com um café no pátio da casa em que passámos a noite. Acabado o pequeno almoço fomos dar um passeio pela horta do velhinho, impecavelmente organizada (vale a pena ver o álbum de Duži). Pouco tempo depois entrámos os 4 no carro, Suad saiu pouco depois, ficando na casa em construção (que víramos no dia anterior) para ir trabalhar. Ziad, o condutor, foi deixar-nos em Petnjica na estrada principal e voltou para atrás, também para trabalhar.

 

Depois de quase 3 horas à boleia sem sucesso, fartos de tirar magníficas fotos e derretendo de calor, aproveitámos a passagem do primeiro autocarro do dia e fomos para Žabljak. Žabljak é uma vila estranha, um complexo turístico gigante cheio de pequenas casas de madeira para os turísticas se isolarem confortavelmente no meio das montanhas e comer em restaurantes lounge! Portanto, uma cidade bastante artificial e sem sentido. Demos um breve passeio, com café pelo meio, e voltámos à estrada.

 

As 2 primeiras boleias, além de terem aparecido rápido, foram uma caixinha de surpresas. Na primeira tivemos direito a uma maçã, um porta-chaves e uma paragem para fotos na famosa ponte Đurđevića Tara. A segunda, de Pljevlja a Bjelo Polje, uma caneta e mais uma paragem para fotografar a mina de carvão e central que abastece metade da rede eléctrica montenegrina.

 

Para passar a fronteira Montenegro-Sérvia, pegámos boleia de um carro de loucos que parou para nos levar, no qual seguiam 3 irmãos claramente bêbados. A viagem foi um absurdo de conversas sem sentido e música balcânica a bombar, mas foi divertida, apesar de tudo. Já na Sérvia, em Prijepolje, os 3 irmãos insistiram em nos oferecer uma cervejas (que aceitámos). Bebemos rápido e recomeçámos a boleia pois começava a ficar tarde para chegar a Niš.

 

Uma vez mais levámos com um longo período de espera sob um tórrido calor. Parece que a boleia já não é o que era por estas paragens sérvias… é a formatação capitalista-individualista que se vai propagando que nem vírus, mas fazer o quê, o antídoto para o vírus existe, não se faz é a prescrição médica por manifesta falta de interesse social. Mas bom, o simpático Andrja fez a gentileza de parar e dar-nos a boleia mais longa até ao momento, cerca de 100 km! De Sevojno, onde nos deixou, ainda conseguimos uma última boleia, mas já não chegaríamos a Niš neste dia, para tristeza nossa que tínhamos couchsurfers à nossa espera nessa cidade e casa onde tomar banho, comer em condições, dormir e descansar em conforto.

 

De Savojno fomos para Čačak, no carro de um adorável montenegrino (Eko, de Bijelo Polje, a vila da boleia que deu a caneta!) que nos deu fruta e biscoitos, e que fez um desvio para nos deixar onde queríamos, pese embora não conhecesse a região e estivesse com bastante pressa. Como era tarde, tínhamos decidido tentar apanhar um comboio de Čačak para Niš, mas foi um desastre de ideia. Àquela hora tardia já não havia comboios, nem sequer autocarros. O primeiro autocarro partiria no dia seguinte as 2h30 da manhã, sem garantia e, quanto a comboios, ninguém parecia saber nada sobre o assunto. E aí veio a grande dúvida do dia. Esperar até a essa hora num sítio super manhoso e correr o risco de ao final não ter autocarro, ou ir montar a tenda algures num sítio menos manhoso desta feia cidade industrial e perder definitivamente o autocarro. Optámos pela segunda e conseguimos, não sem primeiro ter vagueado à noite em busca de um canto para montar a tenda, e em segundo apanhar uns sustos com ruídos de passos e cães a ladrar mesmo em frente à entrada da tenda! Que filme, hehe! Que viajantes meninos. 

 

 Álbuns de fotografia do DIA 3:

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Luís Garcia, 03.11.2016, Chengdu, China

 

 
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