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Pensamentos Nómadas

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Crise de refugiados sírios. A sério? (PARTE 1/2)

 

 

 

 

 POLITICA Luís Garcia

 

 

I am a Ukranian & companhia

Por norma o povo, e digo isto sem nenhuma conotação paternalista, não gosta de política, não gosta de ouvir falar de política e tem raiva de quem gosta. Citando um dos meus escritores preferidos, Urbano Tavares Rodrigues, numa das suas melhores obras: "só os medíocres ou os egoístas são felizes, uns porque aceitam tudo, os outros porque se couraçam contra dores alheias e, na sua arte de viver, escolhem da existência só o que é gozo e logo fazem esquecer, ou esquecem mesmo, tudo aquilo a que voltam as costas." Tudo bem, não posso criticar quem escolhe este tipo de moral. Pelo menos é uma moral pragmática. Mas tenho moral para criticá-los quando se interessam de súbito por temas que por norma lhes desinteressa de todo. E não por vontade própria, mas antes levados pela avalanche de propaganda e mediatismo simplista. Querem um exemplo recente: "Je suis Charlie".

 

Querem um exemplo bem melhor: "I am a Ukranian", aquele fraco vídeo de propaganda produzido pela organização terrorista NED e hiper-viral no facebook no qual uma má actriz chama ditador ao presidente  democraticamente eleito da Ucrânia e lhe atribui a responsabilidade da violência que foi instalada pelo Gladio ucraniano, de forma a comover as massas ocidentais e convencê-las a apoiar um golpe de estado na Ucrânia como castigo por ter assinado um gigante acordo económico e energético com a Rússia 3 meses antes. Resultado: a Ucrânia é hoje governada por funcionários do FMI, por membros de organizações ucranianas nazis e por criminosos com mandato de captura internacional como o ex-presidente da Geórgia, Mikheil Saakhachvili, que obteve a nacionalidade ucraniana de um dia para o outro e é hoje governador da província de Odessa.

 

A malta não faz a mínima do que lá se passa agora pois, na falta de vídeo virais, desinteressa-se mais rápido do que se interessa por um tema. Por isso não faz a mínima ideia que Saakhachvili não é o único fantoche norte-americano nacionalizado ucraniano com posto de topo na política ucraniana. Querem mais? Mais 3: a ministra das finanças Natalie Jaresko, cidadã dos EUA; o ministro da economia Aivaras Abromavicius, cidadão da Lituânia e o ministro da saúde, Aleksandre Kvitashvili, cidadão da Geórgia.  Sei que enerva muita gente ouvir acusar os EUA de tudo, e que nos acusam aos acusadores de sermos paranóicos com infinitas teorias da conspiração que envolvem sempre os EUA. Mas não, não somos paranóicos. Temos pena mas, se aparece sempre o nome EUA onde haja sofrimento, guerra e horror, é porque eles são omnipresentes nos palcos de violência e guerra. Que mal tem uma pessoa atenta denunciar factos, por mais enjoados que estejam outros  (desatentos) de ouvir o nome EUA associado a verdades desagradáveis?

 

O português andou desatento

 

Voltando à Síria, este país tem sido vítima desde 2010 de todo o tipo de ataques: incursões militares convencionais turcas e israelitas; operações de serviços secretos ocidentais como os 19 militares franceses capturados e entregues discretamente ao chefe do Estado Maior dos exércitos franceses na fronteira com o Líbano; operações de bandeira falsa como as dos ataques químicos em Ghouta; guerra de 5ª geração com EUA e companhia que patrocinam e comandam à distância "rebeldes sírios" que não são nem rebeldes nem sírios; terrorismo extremo financiado por outros países; roubo de petróleo efectuada pelos ISIS e entregue à Turquia e a Israel; destruição de poços de petróleo e refinarias pela aviação da NATO que era suposto andar a bombardear os seus braço terroristas do ISIS e da Al Qaeda. Roubo das instalações industriais e maquinaria pesada do norte do país, levadas pelos rebeldes-ISIS para o leste da Turquia; destruição do património cultural e histórico e da sua imensa e pacífica diversidade religiosa e étnica. Perante tudo isto, e durante todo este tempo o português médio não quis saber pois a guerra passava-se lá bem longe e as vítimas eram "maus árabes".

 

Ataque aéreo à refinaria de Mayadin

 

Ataque aéreo à refinaria de Jeribe Ocidental

 

O português não sabe

O português não sabe e não quer saber que a Turquia, membro da NATO, durante toda este tempo, possibilitou a entrada de mercenários bárbaros na Síria, lhes deu  3 bases de treino militar (Şanlıurfa, Karaman e Osmaniye, esta última curiosamente instalada mesmo ao lado da base da NATO de Incirlik onde estão estacionadas ogivas nucleares dos EUA), lhe ofereceu resgate de feridos e apoio hospitalar a esses mercenários em solo turco e que os apoiou com missões aéreas de ataque a posições do exército sírio.

 

O português não sabe e não quer saber que Israel, o suposto inimigo número 1 do "terrorismo islâmico" é, coincidência do demónio, o único país da região que nunca sofreu um ataque da Al Qaeda, do ISIS ou de uma das inúmeras variações destes. O leitor desatento vai querer me chamar de anti-semítico se me ouvir dizer que Israel é parte integrante do terrorismo. Pois sim, Israel fá-lo e há provas. E não sou anti-semítico por que os povos árabes, vítimas de toda esta ingerência externa são também povos semíticos. E não sou anti-semítico conspirativo pois foi o próprio primeiro-ministro de Israel que afirmou que o ISIS, sendo inimigo do seu inimigo (Síria), era por conseguinte seu amigo! Isto dito num discurso a propósito de um raide da força aérea israelita contra o exército sírio nos arredores de Damasco que deixou estes últimos sem condições para se defenderem do posterior (e sincronizado com Israel) ataque do ISIS a esse batalhão. Resultado: a morte de dezenas de soldados sírios e a captura dessa zona pelo grupo terrorista. Até apareceu no Público, esse folhetim propagandista pró-imperialismo, mas o português padrão parece não ter reparado.

 

O português não sabe nem quer saber que o nome ISIS apareceu do nada, sem explicação, em Julho de 2014. Eu, que costumo seguir atentamente as mínimas mudanças que possam ocorrer no "tabuleiro de xadrez" do Médio Oriente e que na altura por acaso até me encontrava no Curdistão turco, bem perto da Síria, tendo acesas discussões de política com membros do Partido Democrático do Povo (curdo), foi apanhado de surpresa, tal como estes últimos. Abro sites de notícias de propaganda ocidental, assim como site de notícias do contra, e todos me falam do IS, que depois passou ISIS e um sem número mais de nomes.

 

Fiquei a saber na altura que o IS, uns poucos milhares de terroristas muçulmanos vindos do nada tinham, em apenas 2 dias, criado um "estado islâmico" e invadido quase metade do Iraque, um país agora aliado dos EUA e com forte presença de militares nacionais e estrangeiros!?! Estranho no mínimo, não? Não, muito simples. Dias antes o governo de Assad havia informado que as forças armadas da Síria haviam reconquistado 90% do território nacional e que os grupos terroristas (rebeldes patrocinados pelo ocidente) fugiam apressadamente em direcção ao deserto sírio, para zona fronteiriça com o Iraque. Só não percebe quem não quer.  Os mercenários contratados que do lado sírio da fronteira eram "rebeldes sírios" oficialmente apoiados por países com o Reino Unido, a França ou os EUA, do outro lado passaram a chamar-se Estado Islâmico. Podem dizer que estou a delirar, que o ocidente não cria nem muito menos patrocina o terrorismo islâmico. Tudo bem. Então expliquem-me como na mesma semana volatilizam-se milhares de barbudos armados no deserto sírio e criam-se por artes mágicas, ali mesmo ao lado, no deserto iraquiano, um grupo de milhares de barbudos armados. Ou pior, como é que essa macacada derrotada pelo exército de Assad conquista em 2 ou 3 dias um país do tamanho do Iraque sem a ajuda e/ou consentimento de quem os patrocinou na Síria e quem coloniza nesse momento o Iraque: sim, EUA!

 

Mais ainda, por que razão, em vez de serem neutralizados em poucos dias no Iraque pelas forças armadas da maior potência militar da história deste planeta, o raio dos rebeldes/terroristas/ISIS passaram de poucos milhares de feridos mal alimentados a perto de 100.000 homens equipados como um exército moderno. Porque os EUA não quiseram destruí-los. Porque os EUA lhe deram as armas. Porque os EUA criaram-nos! Daí que tenham reentrado em força na Síria e instalado a barbárie que conhecemos agora.

 

O português médio nunca viu este vídeo

 

Não sabe nada e vomita ignorância

O português nunca quis saber de nada que tivesse a ver com a barbárie criada pelo ocidente para destruir a nação síria. Espanta-me agora portanto que a maioria se importe tanto com o tema da vinda de refugiados sírios para Portugal, e não me espanta nada que uma minoria diga agora tanta barbaridade sobre quem desconhece por completo. Este povo que nunca luta por nada, que nunca reivindica nada, que não protesta, que crítica quem faz greves e que elogiam aqueles que apelam submissamente ao honrar de dívidas, este mesmo povo, ou melhor, de entre este povo saem agora milhares de ultra-nacionalistas que apelam ao massacre dos refugiados, que confundem vítimas da guerra com causadores da guerra, que falam de burcas e de leis que nunca existiram na Síria. Andam inclusive a organizar desfiles anti-refugiados para os próximos dias, negando o mais elementar princípio humanista de ACOLHER REFUGIADOS! Vejam, eles andam aí, por exemplo: Não aos refugiados em PortugalPortugal sem IslamismoDefender PortugalPerigo Islâmico.

 

Já encontrei no facebook, este dias, quem dissesse que estrangeiro em terra síria era obrigado a ser muçulmano e comportar-se como tal!?! Dito por gente que nunca saiu da aldeia. Eu estive na Síria e, tal como muitos outros, posso garantir que a Síria era dos países mais acolhedores e de mentalidade mais tolerante que se poderia encontrar, Eu vi com os meus olhos (e tenho fotos) de igrejas católicas na Síria, de freiras católicas passeando na rua, de mulheres sírias vestidas de camisa apertada e jeans mostrando as curvas todas do corpo.

 

  • Vários álbuns de fotografias que tirei na Síria em 2008: CLIQUE AQUI

 

Daí o meu porquê? Porquê tanta raiva, tanto ódio, tanto nojo, tanta baixeza contra supostos refugiados sírios, contra supostas vítimas do mais absurdos crimes que se pode imaginar e que estão de facto a acontecer com o apoio político, económico e militar dos nossos países ocidentais. Como se pode negar o carácter humano a essas pessoas? Ou mesmo negar o seu carácter animal, de seres vivos que sofrem e sentem dor física? Como pode haver portugueses que vomitam tamanho obscurantismo?  Sut Jhally, um realizador, professor universitário e grande humanista, explicou quase tudo o que há a dizer sobre a origem deste fenómeno anti-árabe e anti-muçulmano num dos seus documentários. Aconselho a visualização:

 

Reel Bad Arabs: How Hollywood Vilifies a People (2006)

 

Odiar árabes? Tudo bem.

 

Tudo bem não, brinco, tudo mal! É uma vergonha todo este ódio aos árabes, e é sem dúvida fruto do enorme nível de ignorância de quem o professa. Quem o professa ignora que um décimo das palavras da língua (portuguesa que usa diariamente) são de origem árabe. Ignora que, sem os conhecimentos árabes de matemática, astronomia e navegação, os portugueses nunca teriam conquistado nem escravizado uma boa parte do mundo, facto que tanto faz encher o peito destes nacionalistas anti-refugiados. Ignoram que a arquitectura árabe está um pouco por todo lado no seu país, nas cores usadas, nas formas, nos azulejos, nos tipos de construção. Ignoram, e esta faz doer, que virtualmente todos eles são de uma forma ou de outra DESCENDENTES de árabes, o que faz odiar imensamente a seus próprios antepassados malta obtusa que passa a maior parte do tempo enaltecendo os "feitos gloriosos" dos seus, precisamente, antepassados! Não vale a pena desconversar, a genética confirma-o.

 

Todo este ódio leva ao receio paranóico da islamização de Portugal a ser realizada por uns milhares de refugiados numa população de mais de 10 milhões de portugueses. Tirando a impossibilidade física de fazerem qualquer tipo de revolução cultural no nosso país, já algum desses trogloditas anti-árabes parou para pensar que já existe uma comunidade de milhares de muçulmanos em Portugal, que são pacíficos, que têm as suas mesquitas em solo lusitano, e que jamais estes e estas colocaram em perigo os "valores" da "civilização" portuguesa?

 

Não, não pensam. Republicam vídeos da treta de suposta propaganda do ISIS e acreditam na recriação do Al-Andaluz na península! Metem sacos de lixo preto na cabeça e acreditam que é tudo o que precisam para serem reconhecidos como refugiados e terem direito a casa de luxo e ordenado à patrão. Republicam vídeos de meninas sírias refugiadas no LÍBANO sendo compradas por SAUDITAS ricos como prova de que os refugiados sírios são bárbaros!!! A lista é grande e dá-me dor de barriga segui-la. São inúmeros exemplos do quão, incoerente, nojento e vil pode um ser humano chegar a ser. Para aqueles de estômago forte e que querem saber mais sobre estes monstros-humanos, visitem a página:  Peripécias dos Fachos PT. Estão lá quase todos! Ou então leiam os comentários ao artigo do Por Falar Noutra Coisa: 10 razões para não acolhermos refugiados. São mais que as mães e espumam de raiva por verem um português lúcido fazer troça da boa aos instintos reptílianos de certos portugueses. Muito bons o sarcasmo e a auto-crítica lusitana nesse artigo.

 

Odiar refugiados?

Ok, em condições normais, que odeiem árabes, agora odiar refugiados árabes apenas porque este professam uma religião diferente? Porque vêm supostamente impor burcas e leis islâmicas e não sei que mais!?! Mmmm, estupidez mais, incoerência a mais, ignorância a mais. Senão, onde andavam estes neo-nazis lusitanos aquando da guerra na Jugoslávia? Não se lembram que quantidades semelhantes (sim, semelhantes, vejam as estatísticas dessa guerra) de MUÇULMANOS croatas, bósnios e kosovares vieram para a Europa Ocidental e receberam aí refúgio. Que ficaram nesses países, criaram raízes, tiveram filhos e, ainda assim, esses países nunca se tornaram em estados religiosos muçulmanos! Querem exemplos? Noruega, Suécia, Finlândia, para mencionar apenas três onde passei tempo suficiente para fazer uma análise pessoal. Pode-se facilmente distingui-los dos autóctones pela cor da pele, mas não pelo comportamento supostamente terrorista, fanático e propagador da sua fé!  E não, não fazem atentados terroristas, são apenas noruegueses, suecos e finlandeses de olhos estranhamente negros e pele estranhamente escura. O único terrorista de que se ouviu falar por aquelas bandas foi Breivik, mas esse era loiro de olhos azuis e de linhagem escandinava., ahahah.

 

Por falar em Breivik, no século XXI na Europa este terrorista católico loiro de extrema-direita matou mais que todos os supostos atentados terroristas islâmicos juntos... sim, são factos, números oficiais. Não vale a pena discutir números....

 

PARTE 2

 

Nesta primeira parte do artigo decidi fazer um (impossível) resumo do que de mais importante tem acontecido no conflito sírio e ignorado pelos medias portugueses. Pelos portugueses, consequentemente.

Na segunda parte virei com as tais teorias da conspiração:

 

  • quem são afinal os refugiados?
  • por que vêm para as nossas terras?
  • porquê agora?
  • haverá terroristas por entre os refugiados?
  • de onde vem o interesse súbito da política europeia por refugiados?
  • de onde vem o interesse súbito dos media pelos refugiados?
  • haverá mesmo uma crise de refugiados?
  • quais as consequências do acordo Irão-EUA?
  • o que se vai passar na Síria nos próximos meses?
  • uma pista: Crimeia...

 

Luís Garcia, Lampang, Tailândia, 13,09,2015

 

 

 

BARRA EM CIMA

BIBLIOGRAFIA:

  • Gladio - Os exércitos secretos da NATO, de Daniele Ganser
  • Confessions of an Economic Hit Man, de John Perkins
  • Os novos muros da Europa, de Carlos Santos Pereira
  • VoltaireNet: Síria (http://www.voltairenet.org/mot119.html?lang=pt) VoltaireNet: Turquia (http://www.voltairenet.org/mot122.html?lang=pt)
  • A falsa «crise dos refugiados, Thierry Meyssan (http://www.voltairenet.org/article188626.html)
  • Foreign-born ministers in Ukraine's new cabinet, BBC (http://www.bbc.com/news/world-europe-30348945)
  • Mijaíl Saakachvili abandona su nacionalidad georgiana, VoltaireNet (http://www.voltairenet.org/article187783.html)
  • «Antigos» soldados franceses entre os jihadistas do Daesh, VoltaireNet (http://www.voltairenet.org/article186561.html)
  • Whose sarin?, por Seymour M. Hersh,  lrb.co.uk (http://www.lrb.co.uk/v35/n24/seymour-m-hersh/whose-sarin)
  • Cómo los servicios de inteligencia de Occidente fabricaron «el ataque químico» de la Ghouta, VoltaireNet (http://www.voltairenet.org/article180205.html)
  • U.S. Military Intelligence Involved in Chemical Attack in Syria, por Andrey Fomin, Oriental Review
  • Em direção ao fim do sistema Erdoğan, por Thierry Meyssan (http://www.voltairenet.org/article187903.html)
  • Na Síria, os EUA não visaram o E.I., mas sim instalações petrolíferas (http://www.voltairenet.org/article185467.html)
  • Les États-Unis et le CCG bombardent des objectifs inconnus en Syrie (http://www.voltairenet.org/article185400.html)
  • Por trás do álibi anti-terrorista, a guerra do gaz no Levante, por Thierry Meyssan (http://www.voltairenet.org/article185509.html)
  • US To Begin the Invasion of Syria. Washington Policymakers Call for the Division, Destruction and Military Occupation of Syria, (http://www.globalresearch.ca/us-to-begin-the-invasion-of-syria-washington-policymakers-call-for-the-division-destruction-and-military-occupation-of-syria/5458628)
  • The ISIL is in Ukraine: America’s “Agents of Chaos” Unleashed in Eurasia (http://www.globalresearch.ca/the-isil-is-in-ukraine-americas-agents-of-chaos-unleashed-in-eurasia/5446989)

 

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