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Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

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Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

O meu empirismo é melhor do que o teu

 

 

RICARDO MINI copy SOCIEDADE  

 

"O meu empirismo é melhor do que o teu / ou porque é que a ciência nunca há de ser popular"

 

Para começar, não venho aqui ser moralista. E, precisamente por isso, é que vou falar da tia Mariazinha. E, perguntam vocês, quem é a tia Mariazinha? Ora, a tia Mariazinha é uma personagem fictícia que eu acabei de batizar, para servir de personificação da grande matriarca latina que, para toda a gente que tem avós vivas, é a grande fonte de sabedoria inesgotável e de julgamento moral infalível. Uma espécie de papa, só que normalmente com muletas e diabetes tipo II, porque esta espécie de papas não tem acesso fácil a clínicas de renome nem pode mobilizar grandes especialistas mundiais para a dissuadir de manter uma dieta farta-brutos, que é aquela que inculcou aos netinhos, e também é por isso que papam tudo o que a tiazinha, que é uma espécie de tia-avó, diz.


A tia Mariazinha, para além de já ter sido operada aos joelhos duas vezes e de ter comido mais bolos do que devia, entre lambidelas que foi dando às colheres que usava para os preparar para os filhos, netos e bisnetos, é também a personificação do argumento preferido dos ignorantes. É a personificação da argumentação empirista. É a cartada dos tasqueiros que dizem "Eu sei, porque...", "Eu vi, por isso...", "Eu conheço, porque...", "Conheço não sei quem que disse que...", "Quem vive no sítio é que sabe, porque...". Basicamente, e evitando ser afrontivo, é o argumento que todos nós usávamos nos recreios da terceira classe. Vá, terceiro ano, que o Estado Novo já passou, e tudo pode ser usado para me chamar de fascista. Isto porque este tipo de argumentação falaciosa nunca vem sozinha. Ou seja, nunca é um relato seco nem frio de um episódio ou da experiência pessoal. Vem sempre temperado da estupidez do próprio ignorante que o profere. Por isso, é que quando andávamos na terceira classe (terceiro ano, vá), inventávamos histórias mirabolantes acerca de tudo o que nos dissesse respeito. E, neste caso, é exatamente igual. Com uma agravante. É que na terceira classe (terceiro ano, foda-se), nunca, mas nunca, as nossas mentiras implicavam consequências graves. Depois de adultos, para além de provavelmente nos colocar automaticamente ao nível do frequentador médio dos cursos de Novas Oportunidades e de quem ficou contente por ter recebido um Magalhães para ver pornografia, normalmente tem segundas e terceiras leituras graves do ponto de vista social.


Pior ainda, quando nos convencemos que a nossa tia Mariazinha tem mais razão do que a tia Mariazinha do vizinho, que claramente não sabe fazer um bom pão-de-ló, mas da qual, na verdade, temos inveja, porque faz uns rissóis de peixe do c******.


Vou dar um exemplo. Há por aí agora muito pessoal dito de esquerda que, há uns meses atrás, mandava abaixo tudo quanto a tia Mariazinha dos xenófobos dissesse contra os refugiados, porque a tia Mariazinha dos xenófobos obviamente nunca tinha saído da bidonville, muito menos tinha contacto com estudos sociológicos ou informação relevante acerca do assunto. Simplesmente, tinha a vida inteira ouvido os pais, os avós e os amigos a repetirem a mesma conversa, que todos acabavam por aprender e disseminar. Mais, nessa altura, eram todos uns grandes entendidos em sociologia e geografia política.


Agora, quando a ameaça já não são os refugiados para a tia Mariazinha dos xenófobos, que, na sua cabeça, era uma ameaça perfeitamente real e legítima, mas passou a ser a das extremas direitas dos diversos países que se querem aproveitar do Brexit, porque claramente na UE não há extrema direita nenhuma, a nossa tia Mariazinha é que tem razão. A deles continua a não ter. Mas, desta vez, já nem precisamos de estudos nem notícias. Basta chamar a tia Mariazinha, que ela discorre logo sobre tudo o que é necessário para perceber o Brexit, à la "Brexit para Totós", que é o único tipo de literatura que os fascistas que são a favor do Brexit podem assimilar, ainda que os acusemos de serem uns ignorantes por preferirem dar atenção aos tais estudos sociológicos e termos técnicos que, ainda há meses, esgrimíamos contra a tia Mariazinha dos fascistas.


O problema? É que, tal como no filme do César Monteiro, nenhuma tia Mariazinha ganha nem tem razão, porque o que a tia Mariazinha quer mesmo é montar chiqueiro à janela:

 

 

Ricardo Lopes

 

 

 
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Mania das grandezas

 

 

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RICARDO MINI copy   Enciclopédia Portuguesa dos Bons Costumes   RICARDO MINI copy

  

Mania das grandezas combinado com mesquinhez combinado com inveja do caralho: quando tens a puta da mania que consegues suportar pagar todos os bancos privados do teu país, estádios novos para usar num mês de competição de futebol, 17 quilómetros de feijoada para inaugurar uma ponte, para festivais de verão e bater recordes atrás de recordes relacionados com comida e arraiais, mas queixas-te quando querem dar um novo subsídio aos pobrezinhos.
Aí ficam mais exemplos:

 

Ricardo Lopes

 

 

 
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Sebastianismo

 

 

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RICARDO MINI copy   Enciclopédia Portuguesa dos Bons Costumes   RICARDO MINI copy

  

Sebastianismo: quando um puto estúpido armado em bom e em esperto comanda um grupo de atrasados mentais, que acha que sabe combater só porque outrora nasceu no mesmo espaço limitado artificialmente alguém que, de facto, o sabia fazer, contra forças estrangeiras, é dizimado, é líder de um "império" mas é completamente destruído por forças estrangeiras consideradas mais fracas, e o que é que o pessoal decide fazer? Votá-lo ao desprezo? Ridicularizá-lo? Ainda por cima, porque por causa dessa estupidez, deixou o país 60 anos sob o domínio dos Felipes e foi-lhe dedicado um dos livros mais alucinados alguma vez escrito por um zarolho que antecipou o advento da internet, porque não queria ter relações reais com nenhuma mulher de carne, mas passava a vida a ter sonhos molhados com semi-deusas...


Não!


Porque o menino é português, e porque é um cagão como nós, um gajo porreiro armado em esperto como nós, não só vamos ter saudades dele, como vamos esperar que ele retorne do Além para nos devolver a grandeza (que nunca tivemos) merecida (not).


Basicamente, o mesmo que vai acontecer neste Europeu de futebol.


Quanto aos personagens aos quais corresponde cada papel, pensem um bocadinho.

 

Ricardo Lopes

 

 

 
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O assédio moral no local de trabalho é anti-capitalista

 

 

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Num contexto económico e empresarial em que o lucro é tudo, o assédio moral no local de trabalho não só é economicamente irracional, como é uma espécie de suicídio económico

 

  SOCIEDADE ECONOMIA

 

O assédio moral no local de trabalho é tão antigo como o próprio trabalho. E por ser tão antigo, os mecanismos normalmente utilizados são bem conhecidos. O principal e o preferido por todos os superiores hierárquicos que optam por ter uma atitude autocrática é o velho princípio do “dividir para reinar”. Este princípio apoia-se na crença de que o poder de um pode ser assegurado através da fragmentação do poder partilhado por outros ou do impedimento ao estabelecimento de alianças entre aqueles que se lhe opõem, na realidade ou num plano imaginário.

 

Tem os seus seguidores desde os tempos clássicos e foi defendido, por muitos, como estratégia militar e mecanismo de gestão das relações humanas nas suas mais variadas dimensões e cambiantes, até aos dias de hoje. Os seguidores desta crença, com uma fé inabalável nos resultados que desejam obter e com muito pouca ou nenhuma fé na inteligência dos demais e na sua clarividência, vão semeando a desconfiança entre os seus potenciais rivais, recorrendo a esquemas que vão desde a intriga comezinha à difamação e à infâmia, vão usando manobras de diversão e linguagem ambivalente e ambígua para esgotarem os seus alvos esperando que estes, confusos, comecem a disparar em todas as direcções e que, por fim, soçobrem, sozinhos, isolados e desconcertados.

 

Este modus operandi é, normalmente, reforçado por estratégias de humilhação, de intimidação, de ameaça, de perseguição e de menorização dos indivíduos e, ao aplicá-lo à gestão de recursos humanos e de equipas de trabalho, na realidade, os gestores acabam por cometer um verdadeiro atentado à lógica capitalista que preside à organização de qualquer empresa que tenha como objectivo continuar a operar num sistema capitalista, claro está.

 

E passo a explicar. A quimera da racionalidade aplicada às actividades económicas defendida pela lógica capitalista é a da maximização dos lucros. Os lucros maximizam-se privilegiando atitudes que minimizam os custos. Falemos então de custos. Num artigo recentemente publicado na Forbes, o autor, que se apoia em vários estudos levados a cabo em diferentes países, demonstra que o bullying no local de trabalho conduz à perda de muitos milhões anualmente. Porquê? Porque tem como efeitos a baixa produtividade, o elevado absentismo, um nível de motivação diminuto por parte dos empregados. Tudo isto resulta num decréscimo das receitas e aumento das despesas. Em suma, os “patrões” que assediam moralmente os seus “colaboradores” atentam contra a própria empresa e colocam em risco as contas bancárias que tanto prezam.

 

Não está aqui em causa a necessidade de os superiores hierárquicos empreenderem uma reflexão acerca do seu conceito de natureza humana nem terem “A Teoria dos Sentimentos Morais” como livro de cabeceira. O que seria importante sublinhar, num contexto económico e empresarial em que o lucro é tudo, é que o assédio moral no local de trabalho não só é economicamente irracional, como é uma espécie de suicídio económico do empregador/ gestor/ director que, em última instância, conduzirá a empresa que gere ou da qual é proprietário, à implosão. E mesmo que, entretanto, ainda não o tenha feito, o lucro que poderia obter seria ainda mais elevado caso não insistisse em assumir a atitude de déspota não-esclarecido que faz jus em encabeçar uma cultura empresarial tóxica. E considerações económicas à parte, é sempre bom lembrar que o assédio moral no local de trabalho é crime e que, como tal, tem e deve ter consequências legais para além daquelas estritamente financeiras.

 

Ana Leitão

 

 

 
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O visto sírio e o visto iraniano - E.U.C. II

 

 

ESTADOS UNIDOS DA CHINA - II

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Luís Garcia SOCIEDADE POLITICA  Estados Unidos da China  

 

Passa-se muita merda pró-EUA aqui na China, mas esta é mesmo demais:


Há um mês atrás, quando fiz o pedido de extensão de visto de turismo aqui na China, as autoridades locais embirraram com os vistos que tenho da SÍRIA e do IRÃO no meu passaporte, sobretudo com o do Irão, e queriam à parva saber o que andei lá a fazer, sabendo que o Irão "anda a tentar produzir armas nuclear"? Como Assim!?!


Na semana passada fui tratar do visto business que permite ficar legalmente na China durante 1 ano. E sim, voltaram a falar do IRÂO! Porquê Irão? E riram-se da minha fotografia com "barba grande e cara de mau" visto que aparentemente lhes fazia pensar em terroristas!?!


Mas por favor, por que raio num gabinete de um órgão oficial da administração chinesa, um país aliado do Irão, me perguntam o que andei eu a fazer no Irão, sabendo que eles "têm" um programa nuclear, e que são feios, porcos e brutos, e mais sei lá o quê!?!


É que, em primeiro lugar, perguntas de resposta única tiram-me do sério: tivesse eu ido ao Irão por "boas" ou "más" razões, a minha resposta seria sempre "boas razões", ora essa, que gente tão simplória, que raciocínio tão rudimentar!

 
Em segundo lugar, o Irão é um ALIADO, uma porra de ALIADO da China, que raio de conversa! Neste momento há tropas iranianas treinando tropas sírias com tecnologia militar chinesa! Dizer o quê? Que estes trogloditas analfabetos são funcionários públicos, recebem salários do governo chinês e, por artes mágicas da imbecilidade humana, regurgitam não uma possível propaganda do estado chinês, mas sim propaganda gasta e doentia do Império do Caos e da Barbárie (ler EUA) sobre um país (Irão) aliado da China!


Concluo, para meu profundo desgosto, que os chineses, tal como os restantes asiáticos, são uns hiper-lobotimizados-deficientes-mentais-robôs-trogloditas-beija-cus-dos-EUA-e-adoradores-da-merda-ocidental. Mas, insisto, no resto da Ásia, tal como afirmei no artigo anterior (ler aqui), é compreensível que sejam tudo isso dado o facto adquirido que todos esses países são estados vassalos e submissos do Império do Caos e da Barbárie. Agora a CHINA, Por que raio gente de um país à beira da guerra nuclear com os EUA aceita propaganda norte-americana anti-Irão, seu aliado estratégico? Come merda ao pequeno almoço esta gente?

 

No mês passado 3 navios de guerra dos EUA entraram em águas territoriais chinesas e passaram a 12 milhas náuticas de uma base naval chinesa (ler:‘US Playing With Fire by Repeatedly Poking China in the Eye’ in S China Sea)! Mas tudo bem, a malta parece não se importar muito com isso! Este mês 1 caça de guerra norte-americano entrou no espaço aéreo chinês sobrevoando cidades onde moram milhões de chineses! Mas tudo bem, a malta parece não se importar mesmo nada com isso! Felizmente no governo chinês há gente sensata que não se deixa cair nos bárbaros convites de conflito nuclear com que os EUA presenteiam regularmente a China. Quanto há populaça bajuladora da merda norte-americana... querem lá saber! Pelo contrário, quando apanham um estrangeiro como eu dizendo tudo isto e defendendo a China (ao contrário dos chineses), parvamente ficam incomodados com as minhas palavras (na visão deles) anti-norte-americanas e insistem em afirmar, em bom inglês, que os EUA são o país da democracia e da liberdade! Ahhhh, como é possível ser-se tão irracional!

 

E portanto, voltando ao assunto dos vistos, claro que o problema é o Irão e o frasco de urânio enriquecido que tenho aqui escondido no bolso e que não mostrei porque sou mesmo muito manhoso! Pois claro, que outra razão me poderia levar a visitar o Irão, esse bárbaro país que nunca invadiu nenhum outro, e que várias vezes nos séculos XX e XXI foi vítima do terrorismo de estado dos EUA, Inglaterra e Israel na forma de guerras (Irão-Iraque), de golpes de estado (Operação Ajax) ou de atentados terroristas contra civis (cientistas nucleares mortos à bomba)? Que outra razão?Arquitectura única, história de milénios, infinidade de atracções arqueológicas? Qual quê, se não têm Starbucks nem MacDonalds naquele cu-de-judas, claro que um português visita o Irão única e exclusivamente no intuito de traficar urânio enriquecido para fazer uma mini-bomba nuclear no seu quintal, durante as horas vagas! Até porque o que mais se vende quase dado nos bazares iranianos... é urânio enriquecido, pois claro!

 

Agora a sério, o Irão não tem nem nunca teve um programa nuclear militar! Sim, sei que muitos afirmam o contrário, quais ovelhescas grafonolas, mas enquanto não vierem com as provas (que não existem) eu, objectivamente, não engulo essa mentira tantas vezes repetida no contínuo processo de a tornar em verdade! Sobretudo quando os mesmo que o fazem, negam-se a admitir que Israel obteve e mantém de forma ilegal bombas nucleares, facto objectivamente comprovado. Têm sim um programa nuclear civil, legal, dado que, ao contrário de Israel, o Irão é signatário (original) do Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares.

 

E mais a sério, como é que alguém pode, sendo um ser-humano em pleno controlo das suas capacidades intelectuais, sequer colocar a hipótese (na China ou onde quer que seja, num estado vassalo dos EUA) de fazer perguntas sobre um (suposto) programa nuclear militar de um determinado país a um cidadão de um outro país que entrou naquele com um visto de turismo!?!? E quê, a China tem armas nucleares a pontapé, querem ver que quando visitar as Filipinas me hão de questionar sobre o assunto? E quando apanhar um voo de França para o Brasil, tenho de assegurar às autoridades brasileiras que não trago urânio enriquecido gaulês no bolso? E se um dia visitar o Império do Caos e da Barbárie? Poderei a partir de então ser torturado pelas autoridades japonesas acerca do porquê da destruição de Hiroshima e Nagasáqui com bombas nucleares norte-americanas? Mas está tudo doido nestes Estados Unidos da China ou é só impressão minha? Que cambada de cromos! 

 

Enfim, enquanto os EUA vão destruindo à força a Síria com as suas organizações terroristas e as suas bombas, enquanto os EUA contínua com as suas sanções anti-Irão e roubos de biliões de dólares às contas bancárias iranianas no estrangeiro, as forças armadas chinesas em colaboração (não só mas também) com as forças armadas iranianas vão fazendo o possível para travar o tresloucado terrorismo norte-americano na Síria, e enquanto tudo isto se passa, saio à rua aqui em Chengdu e vejo a bandeira dos EUA em todo lado, em t-shirts (por vezes com US ARMY ou US NAVY escrito), em scooters, em bonés, em máscaras anti-poluição, em painéis publicitários, e por aí fora!  Ahhhhh, uma orgia de bandeiras dos EUA!

 

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E é vê-los pagarem 2300 euros por mês a um norte-americano para que este "dê" 2 ou 3 aulas por dia, um norte-americano que não gosta China, não gosta dos chineses, não gosta de ensinar, não sabe ensinar e não gosta de crianças, sobretudo se forem crianças chinesas! Apenas quer, com toda a razão, meter fortunas por mês no bolso enquanto inspira e expira dentro dos muros de uma escola. Apenas porque tem um passaporte norte-americano, apenas porque é branco e vem da terra prometida, e porque os imbecis dos chineses que nadam em dinheiro acham isso "great"!

 

E aí daquele que diga que os EUA não são a terra prometida do bem estar e da alegria, da liberdade, da paz e da harmonia! Mééééééé!

 

Quanto ao Irão, pois é, por mais pacíficos que sejam os seus governantes e as suas gentes, vê a sua imagem e o seu potencial turístico ser sabotado não só pela infernal máquina de guerra e de propaganda ocidental-israelita, mas também pela idiotice do resto da ovelhada humana, mesmo em países seus aliados e amigos! Triste ignorância!

 

Luís Garcia, 22.06.2016, Chengdu, China

 

 

 

 

 

 
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Livros de Henri Lefebvre em português e espanhol (PDF)

 

 

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Project for the new American century (PDF)

 

 

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Livros de José Carlos Mariátegui em espanhol (PDF)

 

 

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Livros de Michel Chossudovsky em português (PDF)

 

 

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PAN: Pessoas Aptas a Negar (Evidências)

 

 

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RICARDO MINI copy SOCIEDADE Ciência POLITICA

 

Decidi redigir este artigo por duas razões. A primeira delas é o facto de o PAN, como eu vou provar, já ter demonstrado, vezes sem conta, ignorar e adulterar, na decorrência dessa ignorância, a atividade científica. Calha que escolhem atacar sistematicamente o grupo de pessoas – os cientistas – que tem as melhores armas para se defender: as evidências empíricas para suportar as suas teorias. A segunda razão, deixarei para o fim.


O PAN é proponente de um RBI (Rendimento Básico Incondicional), mas incapaz, como aliás são todos os proponentes dos mais diversos países com os quais já interagi, ou tentei interagir, de responder a questões fundamentais. Como é possível calcular um valor único que possa ser distribuído de uma forma justa entre pessoas que têm necessidades completamente diferentes entre si? Que medidas propõem, baseando-se no estudo do comportamento humano, para modificar fatores culturais que promovem o consumismo insustentável, o qual seria agravado numa situação em que mais pessoas pudessem despender mais dinheiro? Mais perguntas poderia colocar, já que isto é um tema que, isoladamente, daria para muitas crónicas. Mas, nem a estas o PAN sabe responder. Aliás, nem o PAN, nem as pessoas que compõem o movimento Rendimento Básico Incondicional Portugal (https://www.facebook.com/RendimentoBasicoPortugal/?fref=ts), ao qual o partido já fez referência na sua página do facebook como fonte de informação.


Mas, se este tipo de ignorância já é grave, ainda mais lamentável é o desconhecimento completo que o PAN demonstra relativamente a princípios científicos básicos. André Silva mentiu sobre os OGM’s, quando pretendeu passar a mensagem implícita de que não existe um consenso científico claro em torno da sua segurança para a saúde humana, de outros animais e para o ambiente (http://p3.publico.pt/…/organismos-grotescamente-ignorados-n…). Aqui (http://www.crediblehulk.org/…/the-international-scientific…/), poderão encontrar um longo texto com citações e toda a cuidada referenciação de entidades científicas e de regulação espalhadas por todo o mundo acerca deste assunto. Aliás, ainda há poucos dias, saiu um novo relatório (http://www.crediblehulk.org/…/the-international-scientific…/), por parte da US National Academies of Science, Engineering, and Medicine, no qual foram revistos 900 estudos e que, mais uma vez, conclui da segurança dos OGM’s. O mesmo relativamente ao mais recente cavalo de batalha do PAN, o glifosato. Uma pequena confusão aproveitada pelos teóricos da conspiração do costume, analfabetos científicos, mas já mais do que bem explicada, aqui (http://www.wired.com/…/monsantos-roundup-herbicide-cause-…/…).

 

Ainda no âmbito da agricultura, o PAN já fez várias vezes a apologia de práticas agrícolas biológicas. Ora, quem garante que a agricultura biológica dispensa completamente o uso de produtos químicos sintéticos, certamente desconhece este documento da FAO (http://www.fao.org/docrep/016/i2718e/i2718e.pdf) para a regulamentação da atividade agrícola biológica. Desconhecerá, também, que a indústria da agricultura biológica, através da sua bem montada máquina de marketing fraudulento, é uma forma de atividade agrícola sujeita a menos regulamentações, fiscalizações e estudos de segurança do que a agricultura convencional e os OGM’s (http://blogs.scientificamerican.com/…/httpblogsscientifica…/). Aliás, os produtos alimentares derivados da agricultura biológica nem sequer cumprem a promessa de ser mais nutritivos (http://www.health.harvard.edu/…/organic-food-no-more-nutrit…). 

 

Mas o tratamento da ciência a pontapé, que é apanágio do PAN, não se fica por aqui. No passado dia 1 de junho, André Silva não perdeu a oportunidade de se colar aos praticantes de Terapias Não Convencionais (TNC), na sua manifestação pela obtenção de efeitos fiscais idênticos aos obtidos através de cuidados médicos convencionais. Ou seja, o PAN pretende legitimar práticas irresponsáveis de cuidados de saúde que, não só falham constantemente em produzir evidências para suportar as suas crenças arcaicas, como, por enganar os pacientes, os colocam sob risco de desenvolver ou agravar condições patológicas. Deixo ligações para a homeopatia (http://www.independent.co.uk/…/homeopathy-therapeutic-dead-…), a naturopatia (http://www.sfsbm.org/index.php…) e a quiroprática (https://www.sciencebasedmedicine.org/chiropractic-ignoring…/), e neste site (https://www.sciencebasedmedicine.org) poderão encontrar outros milhares de artigos acerca de todas as outras formas de TNC. Não esqueçamos, também, a título de exemplo, que os “profissionais” das TNC’s são frequentemente contra a vacinação, o que constitui um grave atentado à saúde pública, que até um miúdo de 12 anos sabe reconhecer (https://www.facebook.com/ScienceMarco/videos/224150204636173/). 

 

Portanto, exemplos não faltam para provar a incompetência derivada da iliteracia científica dos militantes do PAN. Até passando pela apresentação da Jane Goodall como umas das pitonisas destas novas modas pró-ambientalistas, ignorando o seu apoio a uma organização que promove campanhas de esterilização forçada de mulheres indianas por parte de autoridades inglesas (http://www.filmsforaction.org/…/the-charity-which-campaign…/), suportando-se na teoria cientificamente retrógrada (https://aeon.co/…/is-the-population-bomb-real-the-statistic…) de que é ao crescimento da população humana que se devem todas as calamidades ambientais. 

 

Concluindo, o PAN é um partido que ou mente ou ignora aquilo acerca do qual se exprime e defende e desrespeita a ciência. Talvez ainda pior do que isso, e é essa a segunda razão pela qual produzi este texto, tal como qualquer bom grupo de pessoas cuja teorização tem uma base conspiratória cozinhada em blogues, pauta-se pela intolerância para com as pessoas que apresentam, na sua página do facebook, informação que contradiz a partilhada por eles e/ou que pretendem discutir os conteúdos e conhecer as fontes e evidências por detrás das propostas políticas. Daí que me tenham banido a mim, depois de ter tentado discutir informações de cariz semelhante às que apresentei aqui, e nem sequer se tenham dignado a esclarecer-me por email acerca das razões que os levaram a tomar tal ação. Assim, falham também em respeitar a própria “Política de Gestão de Comentários”, contida na página principal do facebook, onde se pode ler “Se um/a usuário/a não seguir as normas acima descritas, o seu comentário poderá ser eliminado, e explicado ao mesmo as razões através de um e-mail ou mensagem privada”.

Ricardo Lopes

 

 

 
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